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A diretoria do Hospital São Marcos reuniu a imprensa, nesta segunda-feira, 06, para apresentar a atual situação do financiamento da assistência oncológica prestada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e alertar para os impactos do subfinanciamento sobre a continuidade dos serviços oferecidos à população.
Participaram da coletiva o diretor técnico, Dr. Marcelo Martins; o diretor financeiro, Virgílio Cabral; a diretora Operacional e de Ensino, Aline Pessoa; e o diretor de Linhas de Cuidados e Pesquisa, Dr. André Sobral.
Antes do início da coletiva, a Assessoria de Comunicação distribuiu aos profissionais de imprensa um dossiê com dados sobre a atuação do Hospital São Marcos e um parecer técnico elaborado pela Planisa, empresa de referência nacional em gestão e custos hospitalares, que atesta a eficiência da gestão da instituição e a compatibilidade de seus custos com hospitais brasileiros de alta complexidade.
Durante a apresentação, o diretor técnico, Dr. Marcelo Martins, explicou que o Hospital São Marcos é uma instituição filantrópica fundada em 1953, anterior à criação do próprio SUS, e que atualmente mantém cerca de 2.500 empregos diretos. “Embora possua imunidade tributária em tributos específicos, o hospital continua recolhendo diversos impostos e utiliza os recursos obtidos com atendimentos da saúde suplementar para complementar o custeio dos pacientes atendidos pelo SUS”, explica.
O Dr. Marcelo Martins afirmou que a principal dificuldade enfrentada pelo Hospital decorre do subfinanciamento da assistência oncológica de alta complexidade. “ O Hospital São Marcos recebe atualmente uma remuneração equivalente a aproximadamente 1,15 vezes a tabela SUS, enquanto outros centros oncológicos de referência no país recebem valores significativamente superiores. O pleito apresentado pelo hospital busca um incremento anual de R$ 50,4 milhões, correspondente a cerca de R$ 4,2 milhões mensais, elevando a remuneração para aproximadamente 1,7 vezes a tabela SUS”.
Ainda de acordo com o diretor, o São Marcos acumulou um endividamento superior a R$ 60 milhões nos últimos anos em razão da necessidade de manter a assistência aos pacientes mesmo diante da insuficiência dos recursos disponíveis.
Para demonstrar a eficiência da gestão administrativa, foi apresentado o parecer técnico da Planisa, que conclui que a gestão do Hospital São Marcos apresenta desempenho compatível com hospitais de alta complexidade em todo o Brasil. O diretor técnico destacou que comparações entre um Centro de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) e hospitais de menor porte não refletem a realidade dos custos envolvidos na assistência especializada.
O Hospital São Marcos realiza, em média, mais de 4.900 sessões de quimioterapia por mês e contabilizou 39.823 atendimentos oncológicos em um ano, figurando entre as maiores produções oncológicas do país. Dr. Marcelo também destacou ser o único CACON do Piauí e a única unidade habilitada para o tratamento oncológico infantil no Estado.
“Como medida para preservar a assistência aos pacientes que já estão em tratamento, o hospital suspendeu temporariamente a admissão de novos pacientes oncológicos pelo SUS. Mas manteremos o atendimento dos casos já em acompanhamento, bem como dos pacientes da oncologia pediátrica e dos casos de leucemias e linfomas”, informa Dr. Marcelo Martins. Segundo o diretor, uma linha de crédito emergencial permitirá garantir medicamentos e insumos para os tratamentos em curso durante as próximas semanas.
Ao abordar o financiamento da assistência, o gestor explicou que os recursos destinados ao Hospital São Marcos têm origem tripartite: União, Estado e Município, além das pactuações firmadas com o Estado do Maranhão. Dados apresentados durante a coletiva mostram que apenas 41% dos pacientes atendidos são residentes em Teresina, enquanto 59% são provenientes de outros municípios do Piauí e do Maranhão, reforçando o caráter regional da assistência prestada.
O diretor ainda ressaltou que o Hospital São Marcos não atribui responsabilidades a nenhum ente específico e reafirmou sua postura apartidária. “A definição sobre o modelo de gestão e financiamento compete exclusivamente aos órgãos públicos responsáveis pela organização do SUS”, afirma.
Também foi esclarecido que as emendas parlamentares recebidas pela instituição representam recursos pontuais e, em sua maioria, possuem destinação específica para investimentos, não podendo ser utilizadas para custear as despesas permanentes da assistência hospitalar.
Ao encerrar a coletiva, o diretor técnico reiterou que o compromisso do Hospital São Marcos permanece voltado à manutenção da assistência aos pacientes em tratamento e em busca de uma solução conjunta com os gestores públicos para assegurar a sustentabilidade da oncologia no Estado do Piauí e garantir a continuidade do atendimento à população.
A coletiva completa você assiste acessando o link.
Mais informações
ASCOM HSM – 86 99437 3913
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